
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Fora do armário

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Armário Público

E de que se trata?
Quem estiver interessado em ganhar uma cópia PDF (!) do livro Cidade dos Outros - Espaços e tribos LGBT em Belo Horizonte, deverá enviar a história de sua saída do armário pra gente. Nos comprometemos do fundo do nosso coraçãozinho a resguardar a identidade da pessoa. Os melhores serão publicados aqui, nos damos o direito de editar caso o texto esteja ininteligível. Se você não saiu do armário, ou simplesmente não tem armário, aguarde que um dia iremos disponibilizar o livro inteiro neste blog. Mas se você está dentro de um e quer ler com urgência esse guia às avessas da vida gay belorizontina, tire já suas letrinhas do armário e envie pra gente no casinhaexperimental@gmail.com.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Andaluz

Dessa vez foi diferente, estava em grupo de amigos e amigos de amigos (entre eles uma travesti, que passa fácil por mulher). O cardápio musical ficou no arroz-com-feijão gay, com música eletrônica tipo "Set me free", divas da música pop e até um remix mal-sucedido de "If a were a boy" da Beyoncé. O mais legal de tudo são as pessoas, bastante desprendidas, felizes por natureza e que se pegam a vontade e não fazem muito carão (por mais surreal que pareça). Tinha até aquele vidente que fazia previsões na Sônia Abrão, lembra?? Ressalva para o uso excessivo de bonés, que alguém explica porquê ainda se usa isso de noite. De resto, se você estiver interessado em se divertir sem se importar com a música e com uma fila do cão na saída, vá lá ver.
Endereço: Rua Congonhas, 487
Bairro Santo Antônio
31 3296 5942
P.S: Se não entender a referência da foto, não banca a bicha burra e procura saber.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Ano Novo (?)

Enfim...Chega de poesia barata.
Queria dizer que não gostei da fala do papa Bento XVI no fim do ano passado em prol do salvamento de gays. Assisti a declaração no Jornal Nacional, em casa, enquanto meus pais estavam na igreja. Primeiro fiquei preocupado com o efeito das palavras dele, depois restou apenas uma indignação que sempre esteve no rol dos meus sentimentos contra ele.
Me entristece o fato de sermos escolhidos como as bruxas do século XXI, quando a Igreja não consegue manter a mesma influência de antes, não convence as pessoas com o mesmo ardor e precisa de novos inimigos. É preciso entender que embora o alvo sejam os homossexuais, a humanidade é que é atingida, fica mais intolerante, menos diversa. Crianças feridas em Gaza, no Sudão, gays e lésbicas perseguidos no Oriente Médio ou nas ruas de São Paulo, tudo isso tem a mesma origem: falta de compreensão das diferenças.
Momento "I have a dream": Eu bem queria começar o ano pensando só nos meus probleminhas, sabe? Emprego, academia, relacionamentos, etc. Mas ainda estamos em um mundo em que a visão estreita de poucos atrapalha a vida de muitos. No mais, Feliz 2009 para todos, todas e transgêneros!!!
P.S: Esse blog ainda não aderiu ao acordo ortográfico. A falta de acentos, se for o caso, é erro mesmo.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Emos, indies e modernos

Pela extravagância visual e na atitude, os emos são um grupo mais realçado no meio de tantos outros. São jovens que escutam hardcore com letras melódicas, têm cortes de cabelos que radicalizam uma franja que cobre um dos olhos, pretendendo um ar misterioso e dramático. As roupas lembram a agressividade punk ou a amargura gótica, as vestimentas negras com detalhes de spikes (espetos metálicos), couro, ganham detalhes amáveis, como pequenos bichos de pelúcia, dados, cerejas e bottons ilustrados e coloridos.
O termo “emo” foi criado nos Estados Unidos a partir de um estilo musical derivado do punk dos anos 70, o emocore. Com melodias hardcore aliadas a letras emotivas, as músicas do emocore, incitam um comportamento sensível e sofredor. Durante os anos 90, o estilo emo foi se refinando, absorvendo novidades tecnológicas do vestuário e tendências da moda jovem. No começo dos anos 2000 esse estilo de juventude chegou ao Brasil com bandas como Fresno e NX Zero. Os emos se reúnem na praça da savassi em grande volume e disputam lugar com punks e góticos. Porém, talvez devido a faixa etária predominantemente inferior, desaparecem a medida que a noite avança.
Avistados de longe, os indies se parecem com emos. O mesmo tênis all star, o mesmo padrão quadriculado em detalhes da camisa e até o mesmo cinto com rebites metálicos. Porém, há divergências cruciais entre os dois grupos: em primeiro lugar o estilo musical e em um segundo lugar apertado o corte de cabelo, menos radical e mais funcional. O termo “Indie” também tem suas origens nos anos 80, e denota bandas sem contrato com grandes gravadoras, que fazem um estilo de música que divergem ao comercial propagado pela indústria musical massificadora. Sonic Youth, The Stone Roses e Jesus and Mary Chain são algumas das bandas de indie rock que influenciaram a música indie nos anos 90 e 2000.
Indies, portanto, gostam de indie music. Ou quase isso. O gênero, denominado Indie que já fez referência às produções independentes, hoje abrange todas as bandas que seguem um estilo Indie, contratadas ou não. Por paradoxal que pareça, há um visual respeitado e uma sonoridade apreciada – aquela que não é compartilhada por muitos e não toca no rádio, de preferência. Talvez por essa recusa ao atual, a sonoridade indie vai muitas vezes reviver o que já fez sucesso nas paradas pops das décadas de 60 e 70, e, exaustivamente, na década de 80 e hoje está esquecido. Bandas como The Pippettes, Alphabeat, Interpol, Belle and Sebastian reciclam a sonoridade vintage. O estilo de vestuário acaba refletindo este revival, abusando de peças que rememoram outras décadas, all stars, vestidos, camisas abotoadas, óculos de aro grosso. O guarda-roupa de um indie também é composto pela manifestação do gosto através de camisetas com delicadas estampas de bandas desconhecidas do grande público.
Os modernos, por sua vez, são facilmente diferenciados das outras duas tribos. Em geral, eles brilham, literalmente, e estão a um passo à frente. Modernos gostam de música eletrônica e podem ter sua origem apontada no final dos anos 80 e início dos anos 90, com o desenvolvimento do Techno. Desde então, os modernos do ano 2000 gostaram de electroclash, passaram para o electrotrash, e depois de uma década de atitude blasée e distanciada de pobres mortais na pista, em 2006 juntam-se ao neo-movimento paz e amor. Em 2008, aderem ao new-rave, também reconhecido como movimento das festas para amizades instantâneas com música eletrônica dançante. O importante é sorrir bastante, usar muita cor e brilho e fazer um milhão de amigos na noite.
Eles estão em constante mutação. São levados pelas pré-tendências e muitas vezes são vanguarda de movimentos da estética pessoal que acabam no mainstream (aquilo que todo mundo começa a usar). Enquanto isso emos se vestem como seus ídolos sofredores e indies mantém uma tranqüilidade estilística monótona, trocando listras por bolinhas de vez em quando. Os modernos podem tanto abusar de cores e penteados quanto entrar em uma onda minimalista e monocromática, dependendo da estação.
Ao contrário de barbies, pocs, finas e colocadas, os emos, indies e modernos não são tribos exclusivamente compostas por homossexuais. A tribo do emocore é erroneamente generalizada como bissexual, enquanto o grupo apenas defende demonstrações de afeto independente do sexo ou orientação sexual. O emos adotam também uma estética andrógena, mas nenhum desses fatores impõe alguma definição sobre a sexualidade de seus integrantes. Talvez pela intenção de ser vanguarda e considerar esses preconceitos ultrapassados ou talvez por uma atitude de indiferença à orientação sexual, os indies e modernos condenam a homofobia e congregam grande parte de LGBTs.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Livros, filhos e árvores

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Defesa
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Defesa de projeto experimental:
Livro-reportagem Cidade dos Outros - Espaços e tribos LGBT em Belo Horizonte
Dia 10, às 9h15 - Sala 2, terceiro andar da Fafich, Campus Pampulha/UFMG.